BTS recusa Grammy e CEO da Academia reage à decisão

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Harvey Mason Jr. lamenta, mas respeita a decisão do BTS de não concorrer ao Grammy após a criação de uma categoria para música pop asiática.

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BTS recusa Grammy e CEO da Academia reage à decisão

A decisão do BTS de não se submeter à consideração do 69º Grammy Awards recebeu uma resposta de Harvey Mason Jr., CEO da Recording Academy. Em comunicado, o executivo afirmou estar triste com a escolha do grupo, mas disse que a respeita.

“Estou triste ao saber que o BTS escolheu não participar do processo do Grammy neste ano, mas, como criador de música, entendo e respeito a decisão deles.”

- Harvey Mason Jr.

O afastamento acontece em meio à criação da categoria de Melhor Performance de Música Pop Asiática. O BTS — formado por RM, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, V e Jungkook — declarou em comunicado conjunto que não enviará trabalhos para avaliação nesta edição. Para o grupo, a esperança é que suas músicas sejam ouvidas e amadas pelo que são, sem uma divisão por região ou idioma.

Mason defendeu a nova categoria e afirmou que ela foi pensada para celebrar a profundidade, a diversidade e o crescimento da música pop produzida na Ásia. Segundo ele, a proposta é ampliar a visibilidade de artistas importantes, e não separá-los.

“Nunca é para dividir, mas para expandir quem é reconhecido pelos nossos 15 mil votantes do Grammy”[/m], explicou o CEO. A categoria contempla performances originadas ou amplamente reconhecidas em mercados asiáticos, incluindo, mas não se limitando a, K-pop, J-pop e C-pop, com uso significativo de um ou mais idiomas asiáticos.

O executivo também reforçou que uma inscrição em uma categoria de gênero não impede a participação nas disputas gerais, como Gravação do Ano, Álbum do Ano e Canção do Ano. De acordo com Mason, artistas elegíveis podem concorrer tanto nas categorias específicas quanto no chamado General Field.

Em março, o BTS lançou Arirang, seu 10º álbum de estúdio e o primeiro em seis anos. O retorno aconteceu após a pausa do grupo para o cumprimento do serviço militar obrigatório de 18 meses na Coreia do Sul.