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Review de Meu Querido Assassino: Ação despretensiosa que cumpre seu papel

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O filme tailandês mistura ação e romance trágico numa história com temas familiares, mas que funciona quando bem executada.

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revisado por Tabata Marques

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Meu Querido Assassino: Ação Asiática

Misturando romance melodramático, amizade e ação no melhor estilo John Wick, Meu Querido Assassino (em inglês, My Dearest Assassin), produção tailandesa da Netflix, rapidamente chamou aatenção do público.

Sinopse

A história acompanha Lhan, interpretada por Pimchanok Luevisadpaibul, uma jovem perseguida desde a infância devido ao seu tipo sanguíneo raro, usado contra sua vontade como uma espécie de “pacote de transfusão” para milionários.

Após testemunhar o assassinato dos pais, ela passa a viver sob proteção da House 89, uma organização clandestina formada por assassinos profissionais. Dentro daquele ambiente, Lhan cria uma forte ligação com Pran, personagem de Thanapob Leeratanakachorn, enquanto tenta entender por que precisa permanecer isolada do mundo.

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O ponto forte da produção, além da ação, é a relação entre Lhan, Pran e M, vivido por Sivakorn Adulsuttikul, que crescem juntos dentro da House 89. M também nutre sentimentos românticos por Lhan, mas coloca o afeto do trio acima dos próprios desejos.

O trio funciona muito bem em cena. A afinidade entre eles é convincente e, mesmo sem tanto tempo para aprofundamento, o vínculo fica evidente ao longo da trama.

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Recepção da Crítica

A química do elenco principal recebeu elogios da crítica, que avaliou o filme de forma relativamente positiva, embora dividida quanto à construção narrativa. No Rotten Tomatoes, parte dos críticos e espectadores destacou o ritmo das cenas de ação e a capacidade do longa de equilibrar romance e violência sem abandonar o tom emocional.

Por outro lado, parte da crítica internacional observou que o longa tenta trabalhar gêneros demais ao mesmo tempo. Thriller criminal, romance trágico e drama familiar acabam parecendo excessivos em alguns momentos, prejudicando o aprofundamento psicológico dos personagens.

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Entre o público, a recepção foi mais calorosa. Em plataformas como IMDb e Letterboxd, muitos espectadores destacaram o clima melancólico e emocional da obra.

De todo modo, é sempre gratificante ver bons filmes ou séries de ação que fogem do padrão americano, principalmente quando entregam histórias envolventes e cenas de combate empolgantes.

Desenvolvimento de Meu Querido Assassino

Casas

A ideia das “Casas” de assassinos é interessante e já provou seu potencial comercial em John Wick, e Meu Querido Assassino desperta curiosidade sobre esses grupos, embora explore pouco esse universo. Conhecemos apenas a House 89 e uma organização rival, mas o filme deixa claro que existem outras, o que abre espaço para futuras produções apresentarem novos estilos e personagens.

Os coadjuvantes funcionam bem, embora poucos sejam realmente memoráveis por conta do pouco tempo em cena e de desfechos rápidos. Com mais desenvolvimento, seria mais fácil criar empatia pela dor e pela culpa carregadas por Lhan.

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Sangue Dourado

Já o chamado “sangue dourado” da protagonista permanece pouco explorado, servindo apenas como motor da narrativa e justificativa para sua perseguição e proteção pela House 89. A falta de detalhes sobre a organização interessada em Lhan e sobre a raridade de seu sangue enfraquece também os antagonistas, que acabam soando caricatos. Isso é um desperdício, porque filmes de ação não precisam necessariamente ser superficiais.

Existe também uma solução narrativa pouco inspirada quando Lhan é encontrada quase acidentalmente em Bangkok. A cidade acaba reduzida a um espaço pequeno onde personagens vivem se cruzando por coincidência. Faltou criatividade nesse ponto.

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Poder do Protagonismo

Outro elemento que prejudica a imersão é o fato de Lhan treinar por poucas semanas e já conseguir derrotar seu grande inimigo. Pran e M treinam desde crianças e, ainda assim, apanham brutalmente no confronto final. Esse tipo de “poder do protagonismo” acaba sendo frustrante justamente porque poderia ter sido facilmente resolvido pelo roteiro. Bastaria deixar claro que Lhan treinava escondida ao lado dos dois desde a infância. Isso ainda permitiria aprofundar melhor as Casas de assassinos, os vilões e alguns personagens secundários.

O final funciona bem e, embora trágico, combina com uma história sobre assassinos. O encerramento acompanha o amadurecimento de Lhan e sua capacidade de proteger a si mesma e aqueles que ama.

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Vale a pena assistir My Dearest Assassin?

Claro que vale.

É um ótimo filme de ação, apesar das falhas, e possui aquele elemento que faz o público torcer pelos protagonistas: amor, amizade e lealdade. Tudo aquilo que buscamos ver refletido em personagens para mergulhar numa história.

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E ainda há um ponto positivo no desfecho, que parece preparar um “cliffhanger” para continuação, mas consegue surpreender.

Nota: 3,9 de 5.

E você, também gosta de assistir filmes desse gênero produzidos por outro país que não os EUA?

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