
A Lista de Schindler (1993), de Steven Spielberg, é um drama histórico sobre Oskar Schindler, um industrial alemão e membro do Partido Nazista que salvou mais de mil judeus durante o Holocausto. Baseado no romance Schindler’s Ark, de Thomas Keneally, publicado em 1982, o filme acompanha a chegada de Schindler à Cracóvia ocupada pelos alemães em 1939, onde ele busca lucrar adquirindo uma fábrica de utensílios esmaltados. Ele recruta trabalhadores judeus do gueto, inicialmente por serem mão de obra mais barata, com a ajuda de seu contador judeu, Itzhak Stern. À medida que a perseguição nazista se intensifica, Schindler presencia a liquidação do gueto de Cracóvia e torna-se cada vez mais determinado a proteger seus funcionários. Ralph Fiennes interpreta Amon Göth, o brutal comandante do campo de trabalhos forçados de Płaszów, cujos fuzilamentos arbitrários e crueldade representam o terror que cerca a fábrica de Schindler. Liam Neeson interpreta Schindler, enquanto Ben Kingsley vive Stern. O roteiro foi escrito por Steven Zaillian, adaptando o livro de Keneally e recorrendo a depoimentos de sobreviventes e pesquisas históricas. Filmado em grande parte em preto e branco, o longa foi fotografado por Janusz Kamiński, cujo trabalho ajudou a lhe conferir uma textura visual semelhante à de um documentário. Spielberg usou cores com parcimônia, mais notavelmente em uma jovem com um casaco vermelho vista durante a liquidação do gueto; mais tarde, Schindler percebe o casaco entre corpos que estão sendo removidos após um assassinato em massa. A imagem marca um ponto de virada em seu despertar moral. Schindler acaba convencendo autoridades nazistas a permitir que ele transfira seus trabalhadores para uma nova fábrica em Brünnlitz, no Protetorado da Boêmia e Morávia. Stern e outros elaboram uma lista de trabalhadores designados para a transferência, um documento que se torna central para o título do filme e sua história de sobrevivência. As mulheres são enviadas por engano para Auschwitz, mas Schindler consegue garantir sua libertação. Em Brünnlitz, ele gasta sua fortuna subornando autoridades e mantendo a fábrica em funcionamento sem produzir munições utilizáveis até a derrota da Alemanha. Lançado pela Universal Pictures, A Lista de Schindler recebeu sete Oscars entre doze indicações, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção para Spielberg. Também venceu Oscars pelo roteiro adaptado de Zaillian, fotografia de Kamiński, trilha sonora de John Williams, montagem, direção de arte e som. O National Film Registry selecionou o filme para preservação pela Biblioteca do Congresso em 2004. Sua cena final foi filmada no túmulo de Schindler, no Monte Sião, em Jerusalém, onde sobreviventes dos Schindlerjuden e os atores que os interpretam colocam pedras de acordo com o costume judaico. O cartão de título final declara que as ações de Schindler salvaram mais de 1.100 vidas judaicas e que seus descendentes somavam mais de 6.000 pessoas.
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