
Carrie, a Estranha, de Brian De Palma, lançado em 1976, é um filme de terror sobrenatural adaptado do primeiro romance publicado de Stephen King, Carrie (1974). Lawrence D. Cohen escreveu o roteiro, e a United Artists lançou o filme nos Estados Unidos em 3 de novembro de 1976. O filme se concentra em Carrie White, uma estudante do ensino médio dolorosamente isolada na cidade fictícia de Chamberlain, no Maine. Na escola, outras garotas zombam dela; em casa, sua mãe, Margaret, impõe uma disciplina violenta e religiosamente extremista. De Palma transforma a história de humilhação e vingança em uma tragédia estilizada, em vez de tratar a habilidade telecinética de Carrie como um dom heroico convencional.
Sissy Spacek interpreta Carrie, após inicialmente fazer teste para o papel de Sue Snell. Piper Laurie interpreta Margaret, a mãe fanaticamente devota de Carrie. Amy Irving interpreta Sue, que se sente culpada após participar da crueldade no vestiário; William Katt é Tommy Ross, namorado de Sue; e John Travolta aparece como Billy Nolan, namorado de Chris Hargensen. Nancy Allen interpreta Chris, a colega de classe que planeja a brincadeira no baile de formatura. Betty Buckley é a professora de educação física Srta. Collins, enquanto P.J. Soles interpreta Norma Watson e Priscilla Pointer interpreta a mãe de Sue. O elenco jovem inclui vários artistas cujas carreiras posteriores se tornaram notavelmente proeminentes no cinema e na televisão americanos.
Carrie começa com um incidente no vestiário após ela ter sua primeira menstruação e entrar em pânico; as garotas a provocam jogando absorventes internos e absorventes higiênicos nela. Quando uma lâmpada se quebra em meio ao seu desespero, o filme sinaliza os poderes que ela ainda não compreende. Mais tarde, Sue pede a Tommy que leve Carrie ao baile de formatura como um ato de expiação. Chris e Billy secretamente coletam sangue de porco e providenciam um balde acima do palco. Depois que Carrie e Tommy são nomeados rei e rainha do baile, o balde é despejado sobre ela. Acreditando que o público está rindo dela, Carrie usa telecinese contra eles.
A sequência do baile, encenada com imagens em tela dividida e perspectivas de câmera alternadas, está entre as cenas mais reconhecidas de De Palma. Pino Donaggio compôs a trilha sonora, iniciando uma longa colaboração com o diretor. Mario Tosi atuou como diretor de fotografia, e Paul Hirsch montou o filme. Carrie recebeu indicações ao Oscar de Melhor Atriz para Spacek e Melhor Atriz Coadjuvante para Laurie. Sua cena final revela que Sue sonhou em visitar o túmulo de Carrie: uma mão ensanguentada irrompe da terra e a agarra. Esse choque final não estava no romance de King, que, em vez disso, utiliza posteriormente um mosaico em estilo documental de reportagens, cartas e depoimentos.
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