A Paramount chegou a um acordo com uma coalizão de 12 procuradores-gerais estaduais, removendo um dos principais obstáculos para concluir a aquisição da Warner Bros. Discovery.A negociação ocorre pouco antes de a empresa passar a acumular uma taxa diária de US$ 7 milhões em 1º de outubro. O prazo era tratado como um ponto importante na disputa envolvendo a operação, avaliada em US$ 111 bilhões e descrita como a maior fusão da história de Hollywood.O processo movido pelos estados mantinha a transação suspensa e teria julgamento marcado para 2 de março de 2027. A ação antitruste buscava bloquear o negócio, mesmo após a aprovação prévia do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, liderou a coalizão. A juíza Araceli Martinez-Olguin havia concedido uma ordem de restrição de 28 dias, entendendo que os estados apresentaram um caso forte de que a fusão poderia prejudicar a concorrência nos mercados de TV por assinatura básica e distribuição cinematográfica.Depois disso, a Paramount aceitou pausar a operação até o julgamento do mérito, em vez de contestar um pedido de liminar. Os estados sustentaram que a união entre as empresas poderia elevar preços e reduzir opções para cinemas e operadoras de TV a cabo e satélite, com possíveis repasses de custos ao público.A Paramount defendeu que a aquisição é pró-competitiva e levará a uma produção maior de conteúdo, enquanto a companhia tenta disputar espaço com plataformas como Netflix e Amazon.Nas últimas semanas, a empresa também pressionou Bonta a abandonar o processo, incluindo a ameaça de deixar a Califórnia e transferir suas operações para o Texas ou o Tennessee. Parlamentares democratas estaduais, a IATSE e o Directors Guild of America também defenderam um acordo.
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