
Tostão, nascido Eduardo Gonçalves de Andrade em Belo Horizonte em 25 de janeiro de 1947, foi um dos atacantes mais inventivos do futebol brasileiro durante a década de 1960 e o início da década de 1970. Apelidado de “Tostão” por causa de sua baixa estatura quando menino, tornou-se uma figura central no Cruzeiro e na celebrada seleção brasileira da Copa do Mundo de 1970.
Ele ingressou nas categorias de base do Cruzeiro e fez sua estreia profissional em 1963, ainda adolescente. Atuando principalmente como meia-atacante ou atacante recuado, combinava controle de bola, passe, inteligência e finalização, em vez de depender da força física. Com o Cruzeiro, ajudou a encerrar o domínio do Santos na Taça Brasil, a principal competição nacional daquele período. Na final de 1966, o Cruzeiro derrotou o Santos de Pelé por 6–2 no primeiro jogo, no Mineirão; Tostão marcou duas vezes. O Cruzeiro venceu então a partida de volta por 3–2 em São Paulo, garantindo o título.
Tostão foi um artilheiro extraordinário pelo Cruzeiro, sendo creditado com mais de 240 gols pelo clube. Conquistou vários títulos do Campeonato Mineiro e tornou-se especialmente associado ao Mineirão, onde seu futebol técnico o fez cair nas graças dos torcedores. Sua parceria com o também astro do Cruzeiro Dirceu Lopes foi uma das combinações ofensivas mais marcantes do futebol de clubes brasileiro daquela época.
Pelo Brasil, Tostão disputou 54 partidas e marcou 32 gols. Foi convocado para a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, embora o Brasil tenha sido eliminado na fase de grupos. Sua maior conquista internacional veio quatro anos depois, no México. Na Copa do Mundo de 1970, o técnico Mário Zagallo o utilizou como centroavante móvel em uma equipe que contava com Pelé, Jairzinho, Rivellino, Gérson e Carlos Alberto. Em vez de atuar como um centroavante tradicional, Tostão frequentemente recuava, articulava as jogadas e criava espaços para os jogadores que avançavam ao seu redor.
O Brasil venceu todas as partidas do torneio e derrotou a Itália por 4–1 na final, no Estádio Azteca. Tostão marcou quatro gols durante a competição, incluindo dois contra o Peru nas quartas de final. Seu entendimento com Pelé foi particularmente importante para o fluido sistema ofensivo brasileiro, amplamente considerado uma das melhores equipes da história das Copas do Mundo.
Sua carreira foi seriamente afetada por uma lesão no olho. Depois de sofrer danos no olho esquerdo em 1969, passou por cirurgia e posteriormente enfrentou preocupações médicas contínuas. Deixou o Cruzeiro pelo Vasco da Gama em 1972, mas se aposentou do futebol profissional em 1973, com apenas 26 anos.
Após se aposentar, Tostão formou-se em medicina e tornou-se um respeitado colunista de futebol e comentarista de televisão no Brasil.
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