Ted Sarandos
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Ted Sarandos é um executivo americano e co-CEO da Netflix. Entrou na empresa em 2000 e liderou suas operações de conteúdo, supervisionando a expansão para filmes e séries de televisão originais.

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Ted Sarandos é um executivo americano do setor de entretenimento que ajudou a transformar a Netflix de uma empresa de locação de DVDs em uma grande produtora e distribuidora de filmes e programas de televisão. Nascido em 30 de julho de 1964, em Phoenix, Arizona, ele entrou na Netflix em 2000, quando o principal serviço da empresa era enviar DVDs pelo correio aos assinantes. Como diretor de conteúdo, supervisionou decisões de programação, acordos de licenciamento e a expansão da empresa para produções originais. Em julho de 2020, a Netflix o nomeou co-CEO ao lado de seu cofundador, Reed Hastings.

O início de sua carreira esteve ligado ao varejo de vídeos, e não à gestão tradicional dos estúdios de Hollywood. Ele trabalhou em locadoras no Arizona e depois ocupou cargos em empresas de distribuição de vídeos, incluindo a ETD e a Video City. Essa experiência lhe proporcionou conhecimento sobre os hábitos do público e o valor comercial de catálogos extensos de filmes. Na Netflix, inicialmente negociou o acesso a conteúdos de entretenimento de outras empresas, antes de ajudar a desenvolver uma estratégia na qual o serviço encomendava programas exclusivos e disponibilizava temporadas inteiras de séries de uma só vez para assinantes de todo o mundo.

Um projeto marcante dessa fase inicial foi House of Cards, o drama político estrelado por Kevin Spacey e Robin Wright, que estreou em 2013. A Netflix se comprometeu com duas temporadas antes de a série ir ao ar, um compromisso inicial excepcionalmente grande para uma nova produção televisiva. Orange Is the New Black também estreou naquele ano, consolidando ainda mais a identidade da programação original da Netflix. Sucessos posteriores incluíram Stranger Things, The Crown e a série sul-coreana Round 6, demonstrando a capacidade da empresa de atrair públicos de diferentes gêneros e idiomas.

Sarandos também supervisionou o crescente investimento da Netflix em longas-metragens. Roma, de Alfonso Cuarón, lançado em 2018, ganhou três Oscars, incluindo os de melhor direção e melhor filme em língua estrangeira. O Irlandês, de Martin Scorsese, veio em 2019 e recebeu dez indicações ao Oscar. Esses projetos aproximaram cineastas consagrados da Netflix, ao mesmo tempo que intensificaram disputas sobre a exibição nos cinemas. A preferência da Netflix por períodos relativamente curtos de exibição nos cinemas antes da disponibilização no streaming desafiou as janelas de lançamento tradicionalmente exigidas pelas grandes redes de cinema, tornando a política de distribuição uma controvérsia recorrente no setor.

Sua liderança também envolveu disputas públicas sobre conteúdo e responsabilidade corporativa. Em 2021, o lançamento pela Netflix do especial The Closer, de Dave Chappelle, provocou críticas por seu conteúdo sobre pessoas transgênero e um protesto com paralisação de funcionários e apoiadores. Sarandos defendeu manter o especial disponível, mas reconheceu ter conduzido mal a comunicação interna. Em janeiro de 2023, Hastings tornou-se presidente executivo do conselho, e Greg Peters passou a atuar como co-CEO ao lado de Sarandos. Essa configuração reuniu o conhecimento de Sarandos sobre entretenimento e a experiência de Peters em operações e produtos no mais alto nível de gestão da empresa.

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