
Michael Hirst é roteirista e produtor de televisão inglês, cujo trabalho transformou repetidamente a história política e dinástica em drama seriado. Nascido em Bradford, na Inglaterra, em 1952, estudou inglês na Universidade de Cambridge. Mais tarde, passou da vida acadêmica e da escrita para o cinema, onde seu primeiro crédito importante foi o roteiro de Elizabeth (1998). Cate Blanchett interpretou Elizabeth I no filme de Shekhar Kapur, que acompanha a ascensão da rainha ao trono e seu precário reinado inicial. O filme recebeu sete indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Atriz para Blanchett.
Hirst também criou Camelot, uma série de dez episódios da Starz que estreou em 2011. Ela reimaginou a lenda arturiana com Jamie Campbell Bower como Arthur, Joseph Fiennes como Merlin e Eva Green como Morgan. A série retrata Camelot como palco de uma crise sucessória após a morte do rei Uther, com Merlin tentando instalar o jovem herdeiro e Morgan buscando o poder. Hirst atuou como produtor executivo e roteirista. Camelot não foi renovada para uma segunda temporada, o que tornou sua trajetória de uma única temporada um legado televisivo muito menor que o de The Tudors ou Vikings. Ainda assim, seu tema se encaixa no interesse recorrente de Hirst pela legitimidade contestada e por governantes que enfrentam diretamente a violência política.
Seu projeto televisivo mais influente começou com The Tudors, que estreou na Showtime em 2007 e teve quatro temporadas, encerradas em 2010. Hirst criou a série e escreveu muitos de seus episódios. Jonathan Rhys Meyers interpretou Henrique VIII, enquanto Natalie Dormer viveu Ana Bolena e Maria Doyle Kennedy interpretou Catarina de Aragão. A série se concentra nos casamentos de Henrique, nas manobras políticas e na ruptura com Roma, mas sua cronologia e caracterização são deliberadamente dramatizadas. Ela transformou Hirst em um criador proeminente de televisão histórica, e não apenas em um roteirista de longas-metragens.
Em 2013, o canal History lançou Vikings, criada e escrita principalmente por Hirst. A série começou com Ragnar Lothbrok, interpretado por Travis Fimmel, como um fazendeiro cuja ambição o conduz a incursões na Inglaterra, e depois se expandiu para incluir Lagertha, Rollo, Floki e os filhos de Ragnar. Hirst se inspirou em sagas escandinavas medievais e figuras históricas, mas o programa combina abertamente fontes e inventa conexões. A relação de Ragnar com o rei anglo-saxão Ecbert, interpretado por Linus Roache, é um exemplo de estrutura dramática construída a partir de registros históricos irregulares. Vikings teve seis temporadas e terminou em 2020.
Em todos esses projetos, a marca reconhecível de Hirst é o choque entre a história documentada e a narrativa televisiva deliberadamente moldada, especialmente em torno de governantes, sucessão, fé e disputas pelo poder.
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A nova saga nórdica de Hirst

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