Lee Chang-dong
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Lee Chang-dong é um cineasta, roteirista e romancista sul-coreano, conhecido por Green Fish, Peppermint Candy, Oasis, Secret Sunshine, Poetry e Burning. Foi ministro da Cultura da Coreia do Sul de 2003 a 2004.

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Lee Chang-dong (nascido em 4 de julho de 1954) é um cineasta, romancista e ex-ministro sul-coreano, cujos filmes ligam crises íntimas à história moderna do país. Nascido em Daegu, estudou literatura coreana na Universidade Nacional de Kyungpook e trabalhou como professor antes de se consolidar como escritor de ficção. Entrou no cinema ao coescrever To the Starry Island (1993), de Park Kwang-su, e estreou na direção com Green Fish (1997). O drama acompanha Mak-dong, um soldado recém-dispensado que retorna a uma Seul transformada pelo desenvolvimento e se envolve com gângsteres, estabelecendo temas — deslocamento, perda da comunidade e poder desigual — recorrentes na obra de Lee.

Seu segundo longa-metragem, Peppermint Candy (1999), recua ao longo de vinte anos da vida de Yong-ho, começando com seu suicídio em uma reunião de 1999 e terminando em sua inocência juvenil. Sua cronologia inversa mostra como a violência autoritária, incluindo a revolta de Gwangju de 1980, o destruiu. Oasis (2002) centra-se na difícil relação entre Hong Jong-du, um ex-presidiário recém-libertado, e Han Gong-ju, uma mulher com paralisia cerebral severa; Moon So-ri venceu o Prêmio Marcello Mastroianni do Festival de Cinema de Veneza por sua atuação. O filme também rendeu a Lee o Leão de Prata de Melhor Direção em Veneza.

Lee foi ministro da Cultura e Turismo da Coreia do Sul de 2003 a 2004, durante o governo de Roh Moo-hyun. Retornou à direção com Secret Sunshine (2007), no qual uma viúva, Shin-ae, muda-se com o filho para Miryang, cidade natal de seu falecido marido. Após outra perda devastadora, sua busca por consolo religioso torna-se cada vez mais angustiante. Jeon Do-yeon venceu o prêmio de Melhor Atriz em Cannes pelo papel. Poetry (2010) acompanha Mija, uma mulher idosa que enfrenta a doença de Alzheimer e um grave crime envolvendo seu neto enquanto tenta escrever um poema. Lee recebeu o prêmio de Melhor Roteiro em Cannes.

Após oito anos sem dirigir longas-metragens, Lee adaptou o conto “Barn Burning”, de Haruki Murakami, para Burning (2018), transferindo-o e ampliando-o substancialmente na Coreia. O filme acompanha o aspirante a escritor Jong-su, que reencontra Hae-mi e passa a suspeitar de Ben, o jovem rico que ela conhece na África. Steven Yeun interpretou Ben, e Yoo Ah-in viveu Jong-su. Burning estreou em competição em Cannes, onde venceu o Prêmio Internacional da Crítica FIPRESCI, e tornou-se o primeiro filme sul-coreano pré-selecionado para o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Também foi escolhido como a indicação sul-coreana para o prêmio. Sua ambiguidade exemplifica a recusa de Lee a resoluções morais fáceis e simples.

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