Kunihiko Ikuhara
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Kunihiko Ikuhara

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Kunihiko Ikuhara, nascido em 21 de dezembro de 1964, é um diretor, roteirista e produtor japonês de anime.

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Kunihiko Ikuhara é um diretor, roteirista e produtor japonês de animação cuja carreira está intimamente associada a animes televisivos estilizados que combinam melodrama, simbolismo, comédia e imagens recorrentes de transformação e restrição social. Nascido em 21 de dezembro de 1964, na Prefeitura de Osaka, ele entrou para a Toei Animation na década de 1980. Seus primeiros trabalhos lá incluíram a direção de episódios e de séries da franquia Sailor Moon, baseada no mangá de Naoko Takeuchi. Dirigiu as séries de televisão Sailor Moon S e Sailor Moon SuperS, além do filme de 1993 Sailor Moon R: The Movie.

Após deixar a Toei, Ikuhara tornou-se a principal força criativa por trás de Revolutionary Girl Utena, uma série de televisão de 1997–1998 produzida pela J.C.Staff e criada com o Be-Papas, o coletivo que ele ajudou a formar. A história acompanha Utena Tenjou, uma garota que deseja se tornar um príncipe, na Academia Ohtori. Seus duelos pela Noiva da Rosa, Anthy Himemiya, transformam um drama escolar em uma análise de poder, gênero, posse e adolescência. Ikuhara também dirigiu o longa-metragem de 1999 Adolescence of Utena, que reformula radicalmente a narrativa televisiva.

Após um longo intervalo sem dirigir para televisão, ele retornou com Mawaru Penguindrum, de 2011. A série original gira em torno dos irmãos Kanba e Shoma Takakura, que precisam procurar o “Penguindrum” depois que sua irmã em estado terminal, Himari, é temporariamente revivida por um misterioso chapéu de pinguim. Sua trama faz referência ao ataque com gás sarin no metrô de Tóquio em 1995 e aborda família, destino e os fardos herdados pelas crianças.

Ikuhara dirigiu posteriormente Yurikuma Arashi (2015), uma série original sobre ursos e garotas humanas cujo mundo é dividido por uma “Muralha da Separação”; a obra usa seu cenário semelhante a uma fábula para abordar exclusão e desejo lésbico. Sarazanmai (2019) acompanha três garotos transformados em kappa por Keppi, semelhante a um kappa, e enviados para coletar shirikodama de zumbis; sua ação em Asakusa está ligada a segredos, desejo e conexão.

Em 2022, ele retornou a Penguindrum por meio de Re:cycle of the Penguindrum, um projeto de filmes de compilação em duas partes, com material recém-animado e elementos narrativos revisados. Ao longo desses projetos, Ikuhara utilizou repetidamente frases recorrentes, encenação teatral, interlúdios musicais e objetos emblemáticos — rosas, anéis, pinguins, ursos e kappa — para organizar histórias sobre personagens que buscam escapar de sistemas que definem seus papéis. Seus trabalhos originais posteriores foram realizados com diferentes estúdios: Mawaru Penguindrum foi animado pela Brain’s Base, Yurikuma Arashi pela Silver Link e Sarazanmai pela MAPPA e Lapin Track. Essas colaborações ressaltam sua presença contínua na animação televisiva original.

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