
Gilberto Silva nasceu em 1º de outubro de 1976, em Lagoa da Prata, Minas Gerais, Brasil. Seu caminho para o futebol de elite foi extraordinariamente difícil: quando adolescente, ele trabalhou em uma fábrica de doces depois que a doença de seu pai causou dificuldades financeiras, enquanto jogava futebol amador. Ingressou nas categorias de base do América Mineiro e estreou profissionalmente pelo clube de Belo Horizonte em 1997. A transferência para o Atlético Mineiro em 2000 o tornou visível nacionalmente. Ele se tornou um importante titular no meio-campo e suas atuações lhe renderam a primeira convocação do Brasil em 2001, depois de se firmar no time titular do clube naquela temporada. Luiz Felipe Scolari o selecionou para a Copa do Mundo FIFA de 2002 no Japão e na Coreia do Sul. Gilberto foi titular em todas as sete partidas brasileiras, atuando como meio-campista defensivo atrás do quarteto de ataque, na vitória do Brasil em sua quinta Copa do Mundo ao derrotar a Alemanha por 2 a 0 em Yokohama. Seu posicionamento calmo e recuperação de bola levaram ao apelido de “A Parede Invisível”. O Arsenal contratou Gilberto em agosto de 2002, logo após a Copa do Mundo. Rapidamente se tornou uma peça central do meio-campo de Arsène Wenger, geralmente ao lado de Patrick Vieira. Em setembro de 2002, ele marcou aos 20,07 segundos contra o PSV Eindhoven, recorde da Liga dos Campeões na época. Durante a campanha da Premier League de 2003-04, ele fez 32 jogos na liga pelos invencíveis “Invencíveis” do Arsenal. Ele também venceu a FA Cup em 2003 e 2005. Quando o Arsenal chegou à final da Liga dos Campeões de 2006, ele começou como zagueiro, porque as lesões esgotaram a defesa; Barcelona venceu por 2–1. Ao longo de seis temporadas, ele registrou 170 jogos na Premier League e marcou 17 gols. Depois do Arsenal, ele se juntou ao Panathinaikos em 2008 e ajudou o clube de Atenas a vencer a Superliga Grega e a dobradinha da Copa da Grécia em 2009-10. Ele se tornou capitão durante sua estada na Grécia. Em 2011 voltou ao Brasil pelo Grêmio, depois voltou ao Atlético Mineiro em 2013. O Atlético venceu a Copa Libertadores daquele ano e Gilberto anunciou sua aposentadoria em dezembro de 2013. Pelo Brasil, ele somou 93 internacionalizações e marcou três gols entre 2001 e 2010. Disputou três Copas do Mundo: 2002, 2006 e 2010. No torneio de 2006 na Alemanha, o Brasil chegou às quartas de final antes de a França eliminá-los. Sua carreira, portanto, incluiu títulos na Copa do Mundo, Premier League, FA Cup, liga grega, Copa da Grécia e Copa Libertadores. Depois de jogar, trabalhou na administração do futebol e se tornou embaixador do Arsenal no Brasil. Ele atuou como diretor de futebol do Panathinaikos de 2016 a 2017.
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