
Careca, nascido Antônio de Oliveira Filho em 5 de outubro de 1960, em Araraquara, São Paulo, foi um centroavante brasileiro cuja carreira o ligou a equipes campeãs no Brasil, na Itália e no Japão. “Careca” significa “bald” em português, um apelido de infância que permaneceu com ele apesar de seu cabelo. Ele iniciou sua carreira profissional no Guarani, clube de Campinas, e fazia parte do elenco quando a equipe venceu o Campeonato Brasileiro de 1978. O título do Guarani continua especialmente marcante porque o clube derrotou o Palmeiras na final e se tornou o primeiro time do interior do Brasil a conquistar o campeonato nacional. Após se transferir para o São Paulo FC em 1983, Careca tornou-se um dos finalizadores mais temidos da liga. Ele ajudou o São Paulo a vencer o Campeonato Paulista em 1985 e 1987 e o Campeonato Brasileiro em 1986. Aquela campanha nacional de 1986 também lhe rendeu a Bola de Ouro, prêmio da revista Placar para o melhor jogador da competição. Em 1987, assinou com o Napoli, juntando-se a Diego Maradona em um clube que havia conquistado recentemente seu primeiro título do campeonato italiano. Careca marcou 96 gols em 221 partidas oficiais pelo Napoli, números que o colocam entre os atacantes estrangeiros mais produtivos da história do clube. O célebre ataque do Napoli era chamado de Ma-Gi-Ca, combinando os nomes de Maradona, Bruno Giordano e Careca. O trio jogou junto durante a primeira temporada de Careca em Nápoles. Careca foi fundamental no triunfo do Napoli na Copa da UEFA de 1988–89, o primeiro grande troféu europeu da história do clube. O Napoli superou Juventus, Bayern de Munique e Bordeaux antes de derrotar o Stuttgart nas duas partidas da final; Careca marcou no jogo de volta no Stadio San Paolo. Ele também venceu a Serie A em 1989–90 e a Supercoppa Italiana de 1990. Essas conquistas ocorreram durante a era mais bem-sucedida da história do Napoli. No âmbito internacional, Careca disputou 60 partidas e marcou 30 gols pelo Brasil. Foi convocado para a Copa do Mundo de 1982, mas desistiu devido a uma lesão na coxa. No México 1986, marcou cinco vezes, incluindo contra Espanha e Polônia, e recebeu a Bola de Prata do torneio como seu segundo melhor jogador. O Brasil perdeu a partida das quartas de final para a França nos pênaltis. Na Itália 1990, marcou dois gols contra a Suécia, enquanto o Brasil voltou a chegar às quartas de final. Após deixar o Napoli em 1993, passou quatro temporadas no Kashiwa Reysol, no Japão, e depois retornou ao Brasil para jogar pelo Santos. Mais tarde, atuou pelo São José antes de se aposentar. Sua combinação de aceleração, chute potente e movimentação inteligente fez dele um complemento natural para Maradona no ataque do Napoli.
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