Ademar Gevaerd
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Ademar José Gevaerd (1962–2022) foi um ufólogo, jornalista e editor brasileiro. Fundou e editou a Revista UFO, uma revista brasileira dedicada a objetos voadores não identificados e fenômenos relacionados.

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Ademar José Gevaerd (1962–2022) foi um ufólogo brasileiro cuja carreira pública esteve intimamente ligada à Revista UFO, uma revista que fundou em 1983 e editou durante décadas. Nascido em Ponta Grossa, no estado do Paraná, transformou um interesse precoce por objetos voadores não identificados em um empreendimento de publicação e pesquisa, em vez de uma única investigação isolada. A Revista UFO tornou-se um espaço duradouro para relatos de casos brasileiros, entrevistas, documentos e debates sobre avistamentos militares e civis. Por meio de suas edições impressas, posterior presença digital e conferências, Gevaerd ajudou a tornar a ufologia visível para um grande público de língua portuguesa no Brasil ao longo do tempo.

Gevaerd esteve especialmente associado às tentativas de obter registros oficiais brasileiros sobre relatos de OVNIs. Participou da campanha comumente chamada “OVNIs: Liberdade de Informação Já”, que pressionava o governo brasileiro e as Forças Armadas a divulgarem material de arquivo. O esforço chamou a atenção pública para arquivos referentes a episódios como a Operação Prato, a investigação da Força Aérea de 1977 no Pará, após relatos de comunidades da região da Baía do Marajó. Os registros desclassificados não resolveram o significado dos fenômenos relatados, mas deram aos pesquisadores acesso a documentos que antes permaneciam em arquivos oficiais e fortaleceram o argumento de Gevaerd em favor da transparência em âmbito nacional.

Outro caso central em seu trabalho foi o episódio de Varginha, em Minas Gerais, em 1996. Gevaerd investigou alegações de que testemunhas haviam visto criaturas incomuns e de que militares brasileiros teriam manuseado evidências relacionadas. Ele divulgou depoimentos e buscou entrevistar pessoas ligadas às alegações, ao mesmo tempo em que reconhecia que o episódio permanecia controverso. O caso Varginha tornou-se uma das narrativas brasileiras sobre OVNIs mais conhecidas, e a cobertura de Gevaerd ajudou a manter sua circulação internacional. Sua abordagem combinava relatos de testemunhas, cobertura da imprensa e pedidos de esclarecimento oficial; ela não produziu uma prova universalmente aceita de um evento extraterrestre, distinção importante em qualquer relato factual do caso.

Além das investigações, Gevaerd organizou eventos e manteve uma rede que ligava entusiastas, jornalistas e investigadores brasileiros a pesquisadores no exterior. Participou de documentários, programas de televisão e palestras como um destacado defensor de que os relatos fossem levados a sério, ao mesmo tempo em que exigia acesso às evidências. Sua influência baseia-se principalmente na criação de instituições: manter a Revista UFO em circulação, reunir arquivos e transformar a divulgação de documentos oficiais em uma questão pública. Gevaerd morreu em Curitiba em 9 de dezembro de 2022, aos 60 anos. Sua morte marcou a perda de uma figura que moldou a ufologia brasileira por quase quatro décadas, especialmente por meio da publicação e da busca persistente por registros governamentais disponíveis ao público.

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