Wile E. Coyote
Personagem fictício

Wile E. Coyote

Wile E. Coyote é um personagem fictício criado por Chuck Jones e Michael Maltese para os desenhos animados da Warner Bros. Ele apareceu pela primeira vez em Fast and Furry-ous, de 1949, perseguindo o Papa-Léguas pelo sudoeste americano. Wile E. norma

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Wile E. Coyote é o predador persistente e autoproclamado “gênio” dos desenhos animados Looney Tunes e Merrie Melodies, da Warner Bros., criado por Chuck Jones e pelo roteirista Michael Maltese. Ele estreou ao lado do Papa-Léguas no curta Fast and Furry-ous, de 1949, um filme dirigido por Jones. A premissa estabelecida ali perdurou: em um deserto estilizado do sudoeste americano, o Coiote elabora planos complexos para capturar o pássaro excepcionalmente veloz, enquanto o familiar “Bip, bip” do pássaro anuncia outra fuga. O Coiote quase nunca fala nos curtas clássicos de perseguição; sua personalidade é transmitida por placas, gestos, planejamento determinado e expressões cada vez mais eloquentes de incredulidade diante de cada novo fracasso. Jones e Maltese mais tarde descreveram um conjunto de regras que governavam a série. O Papa-Léguas não pode ferir o Coiote, exceto ao dizer “Bip, bip”; nenhuma força externa pode machucar o perseguidor, apenas sua própria inaptidão ou os produtos que usa; e a ação permanece confinada ao ambiente natural do sudoeste americano. As regras revelam os mecanismos da comédia. O Coiote encomenda equipamentos improváveis da fictícia Corporação Acme, incluindo foguetes, armadilhas, catapultas, fantasias e explosivos. Os produtos funcionam exatamente conforme foram construídos, mas sua operação expõe um penhasco, um túnel, uma linha férrea ou um problema de sincronização. Então o Coiote faz uma pausa: olha para baixo, percebe o espaço vazio e cai. Embora os curtas se concentrem no fracasso, o Coiote não é simplesmente uma vítima de dispositivos defeituosos. Ele desenha projetos, calcula trajetórias, adota disfarces e testa aparelhos com uma confiança que torna cada reviravolta ainda mais contundente. Em Operation: Rabbit, de 1952, Jones e Maltese o colocaram contra Pernalonga em vez do Papa-Léguas. Ali, ele se identifica em voz alta como “Wile E. Coyote, Genius”, deixando explícito seu título habitual. Sua frustração também ganhou uma saída verbal em Hopalong Casualty, de 1960, quando ele diz brevemente a Pernalonga: “Permita-me apresentar-me. Meu nome é Wile E. Coyote. Gênio.” O apelo do personagem se baseia em parte na precisão: os planos do Coiote são compreensíveis antes de desmoronarem, e as mesas e os precipícios íngremes do deserto transformam as leis da física em uma piada. Jones voltou à dupla em numerosos curtas, entre eles Beep, Beep (1952), Zoom and Bored (1957) e To Beep or Not to Beep (1963). O Coiote também apareceu com o elenco de Looney Tunes no filme Space Jam, de 1996, e em Looney Tunes: Back in Action, de 2003. Em todos esses contextos, a piada recorrente permanece exata: um inventor obsessivo persegue um pássaro, confunde persistência com domínio e sobrevive a cada catástrofe para recomeçar.

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