Vale Tudo
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Vale Tudo

Vale Tudo é uma telenovela brasileira criada por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères. Exibida originalmente pela TV Globo em 1988–1989, acompanha Raquel Accioli e sua filha Maria de Fátima, cujas éticas opostas conduzem a história. A sé

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Vale Tudo é uma telenovela brasileira criada por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères para a Globo. A versão original estreou em 1988, com Regina Duarte como Raquel Accioli e Glória Pires como Maria de Fátima. A história começa quando Maria de Fátima abandona a mãe depois de vender a casa delas e ficar com o dinheiro. Raquel fica sem lar, mas transforma a venda ambulante em um negócio e gradualmente se torna uma empresária bem-sucedida. As escolhas da filha proporcionam o conflito familiar central, enquanto a série usa a rivalidade entre as duas para questionar se a honestidade pode sobreviver em uma sociedade marcada pela desigualdade e pela corrupção. A produção é lembrada por sua pergunta de abertura: “Quem matou Odete Roitman?”. Odete é a antagonista rica e manipuladora interpretada por Beatriz Segall. Seu assassinato se torna um mistério, e a identidade do assassino foi mantida em segredo até os episódios finais, gerando especulações entre o público. A morte de Odete não é o único recurso narrativo memorável: Vale Tudo também acompanha Ivan Meirelles, um arquiteto envolvido com Raquel, e César Ribeiro, o parceiro oportunista de Maria de Fátima. A novela contrapõe a ética de trabalho de Raquel à ambição de Maria de Fátima, mas também atribui a vários personagens motivações moralmente complexas, em vez de reduzi-los a heróis e vilões. O título se refere à expressão brasileira “vale tudo”, que significa “tudo é permitido”, e passou a ser associado ao famoso debate da novela sobre a corrupção. Uma campanha eleitoral de 1988 e a transição democrática do Brasil fazem parte do pano de fundo, enquanto a ação se desloca pelo Rio de Janeiro e por São Paulo. O programa foi exibido durante um período em que as telenovelas da Globo tinham enorme alcance nacional, então seus personagens e bordões entraram na conversa popular. Seu exame da mobilidade social é concreto: Raquel constrói um negócio de alimentação a partir das vendas na rua, enquanto Maria de Fátima busca status social por meio de enganos, do casamento e do acesso a círculos ricos. Em 2025, a Globo lançou um remake de Vale Tudo, com Taís Araújo como Raquel, Bella Campos como Maria de Fátima e Débora Bloch como Odete Roitman. A versão revisita a premissa original para um novo público e atualiza seu cenário e suas referências. Ela continua sendo diferente da série de 1988 porque reinterpreta os personagens, em vez de reproduzir a produção. As duas versões mantêm a ruptura entre mãe e filha no centro da narrativa, mas seus elencos, contextos e abordagens das desigualdades brasileiras pertencem a momentos televisivos diferentes. Vale Tudo perdura porque seu suspense está ligado a escolhas éticas, e não apenas à pergunta sobre o destino de Odete Roitman.

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