
Tostão, nascido Eduardo Gonçalves de Andrade em 25 de janeiro de 1947 em Belo Horizonte, foi um atacante brasileiro cuja inteligência e passes o tornaram central no Cruzeiro e na seleção vencedora da Copa do Mundo de 1970. Adotou o apelido de “Tostão” na infância, em referência a uma pequena moeda, e já jogava na seleção principal do Cruzeiro ainda adolescente. Sua estreia no time principal aconteceu em 1962, quando ele tinha quinze anos. No Cruzeiro, formou um ataque célebre com Dirceu Lopes e ajudou a transformar o clube de Belo Horizonte em uma força nacional. Na final da Taça Brasil de 1966, o Cruzeiro derrotou o Santos de Pelé por 6–2 na primeira mão e 8–5 no total, encerrando a série de títulos nacionais do Santos. Tostão marcou três vezes na primeira partida. Ele continua sendo um dos maiores goleadores do Cruzeiro, com 249 gols em 378 partidas pelo clube. Uma lesão no olho mudou o rumo de sua carreira. Em 1969, uma bola atingiu seu olho esquerdo durante uma partida contra o Corinthians, danificando sua retina. Após operações e uma longa ausência, regressou ao futebol, mas o risco para a sua visão continuou a ser uma preocupação definitiva. Mesmo assim, sua recuperação lhe permitiu viajar ao México para a Copa do Mundo de 1970. O técnico Mário Zagallo utilizou Tostão como centroavante do Brasil, embora ele frequentemente recuasse para unir o meio-campo e o ataque. Esse movimento abriu espaço para Pelé, Jairzinho, Rivelino e Gérson. Tostão marcou quatro gols no torneio: dois contra a Tchecoslováquia, um contra a Romênia e um contra o Peru. O Brasil venceu todas as seis partidas e venceu a Itália por 4 a 1 na final no Estádio Azteca, na Cidade do México. Ele encerrou sua carreira no Brasil com 54 partidas e 32 gols. Tostão trocou o Cruzeiro pelo Vasco da Gama em 1972, mas seu problema ocular forçou sua aposentadoria em 1973, quando tinha apenas 26 anos. Posteriormente, formou-se médico na Universidade Federal de Minas Gerais. Em vez de desaparecer da vida pública, ele se tornou um dos mais respeitados comentaristas de futebol e colunistas de jornais do Brasil. Sua análise é notavelmente cética em relação a explicações simplistas e muitas vezes se baseia em sua experiência como jogador e como médico. Em 2004, Pelé incluiu Tostão no FIFA 100, sua lista de jogadores vivos selecionados para o centenário da FIFA. A homenagem reconheceu uma carreira comprimida por lesões, mas lembrada por um papel distinto: o número nove do Brasil em 1970 muitas vezes atuou fora da área, combinando com Pelé em vez de apenas esperar para finalizar os ataques pelo Brasil.
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