
A comédia dramática de 2006 O Diabo Veste Prada foi dirigida por David Frankel, a partir de um roteiro de Aline Brosh McKenna, adaptado do romance de 2003 de Lauren Weisberger. Anne Hathaway interpreta Andrea “Andy” Sachs, uma recém-formada em jornalismo pela Northwestern University que aceita um emprego de assistente na fictícia revista de moda Runway, em Nova York. Meryl Streep interpreta a formidável editora-chefe da Runway, Miranda Priestly, enquanto Emily Blunt é Emily Charlton, a assistente principal de Miranda. Stanley Tucci aparece como o diretor de arte Nigel Kipling, e Adrian Grenier interpreta Nate, o namorado de Andy.
Inicialmente, Andy vê a moda como um desvio temporário antes de seguir carreira como repórter, mas as exigências do escritório de Miranda transformam sua vida. Miranda a envia para tarefas rigorosas, incluindo conseguir um manuscrito inédito do próximo romance de Harry Potter para as filhas gêmeas de Miranda. Andy ganha confiança e uma aparência mais refinada com a ajuda de Nigel, mas sua disponibilidade prejudica seus relacionamentos com Nate e os amigos. Na Semana de Moda de Paris, ela descobre que Miranda protegerá sua própria posição sacrificando a promoção esperada de Nigel, e Andy finalmente deixa Miranda depois de ser instruída a abandonar Emily durante uma crise.
O filme foi produzido por Wendy Finerman e lançado pela 20th Century Fox em 30 de junho de 2006. Feito com um orçamento estimado de US$ 35 milhões, arrecadou cerca de US$ 326 milhões em todo o mundo, tornando-se um grande sucesso comercial. Os críticos elogiaram particularmente a atuação controlada e intimidadora de Streep. Ela recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz; a figurinista Patricia Field também foi indicada ao prêmio de Melhor Figurino. Streep venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme Musical ou Comédia.
Esta adaptação tem uma conexão específica com o mercado editorial: Weisberger havia trabalhado como assistente de Anna Wintour, editora da Vogue, um contexto que alimentou comparações públicas entre Wintour e Miranda. No entanto, o filme não identifica Miranda como Wintour, e Streep afirmou que construiu a personagem a partir de várias pessoas, em vez de imitar uma única editora. A produção utilizou locações em Nova York e roupas fornecidas por designers de destaque, ajudando a fazer do ambiente de trabalho da Runway uma revista de luxo em funcionamento, e não uma sátira abstrata.
A cena final da entrevista devolve Andy ao jornalismo: ela se candidata a um emprego no fictício New York Mirror e recebe uma recomendação favorável de Miranda. A troca final entre as duas, seguida pelo leve sorriso de Miranda dentro de seu carro, preserva a ambiguidade do filme sobre ambição, aprovação e o custo pessoal da ascensão profissional. O filme é lembrado por suas citações, suas imagens de moda e o conflito central entre os valores de Andy.
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