
Dadá Maravilha, nome esportivo de Dario José dos Santos, nasceu no Rio de Janeiro em 4 de março de 1946. Centroavante de grande impulsão e presença de área, tornou-se um dos atacantes mais populares do futebol brasileiro nas décadas de 1960 e 1970. Sua trajetória está especialmente ligada ao Atlético Mineiro, clube pelo qual foi campeão brasileiro em 1971, na primeira edição do Campeonato Brasileiro reconhecida pela CBF. Na campanha do título, Dadá foi artilheiro da competição com 15 gols e marcou o gol que decidiu a final contra o Botafogo. A partida, disputada no Maracanã em 19 de dezembro de 1971, terminou 1 a 0 para o Atlético. O lance consolidou sua condição de símbolo daquela conquista, frequentemente lembrada pelos torcedores como um marco da história atleticana. Antes de chegar a Belo Horizonte, ele teve passagem pelo Campo Grande, do Rio de Janeiro. No Atlético, ganhou projeção nacional com gols de cabeça e um estilo exuberante. Sua fama também foi alimentada por declarações bem-humoradas e por uma persona pública que combinava confiança e carisma. A frase “não existe gol feio; feio é não fazer gol” é associada ao atacante e resume sua visão direta sobre a função de um camisa 9. Dadá defendeu ainda clubes como Flamengo, Sport, Internacional e Bahia. Pelo Internacional, integrou o elenco campeão brasileiro de 1976, ampliando seu currículo de títulos nacionais. No Sport, participou da campanha do Campeonato Brasileiro de 1987, conquistado pelo clube pernambucano; seu nome aparece entre os jogadores daquele elenco. Também vestiu a camisa da seleção brasileira e fez parte do grupo campeão da Copa do Mundo de 1970, no México, embora não tenha atuado nas partidas do torneio. A presença no elenco de Mário Zagallo ocorreu após ter sido chamado durante a preparação para o Mundial. Na seleção, a concorrência no ataque incluía jogadores como Pelé, Tostão, Jairzinho e Roberto Rivellino, protagonistas da campanha vencedora. Dadá, porém, continuou sendo uma referência de centroavante para o público brasileiro, sobretudo pela identificação com o Atlético Mineiro e pela decisão de 1971. Após encerrar a carreira de jogador, manteve presença na mídia esportiva e em eventos ligados ao futebol. Sua imagem permanece associada tanto aos títulos quanto à maneira singular de falar sobre gols e atacantes. Para os registros históricos do Atlético, seu gol contra o Botafogo é inseparável do primeiro Brasileiro do clube, enquanto sua artilharia naquela edição confirma o peso decisivo.




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